Magazine Luiza (MGLU3): resultado agrada, mas não empolga

Ao mesmo tempo que a Magazine Luiza (MGLU3) anuncia números positivos e históricos no 4T20, o resultado do ano de 2020 e as turbulências atuais da economia brasileira lançam diversas incertezas sobre o futuro da companhia.

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6 minutos de leitura

No artigo de hoje faremos uma breve análise sobre o resultado divulgado pela varejista Magazine Luiza (MGLU3) no dia 08/03/2021. Se você quer entender melhor quais são os pontos positivos e negativos dos resultados da MGLU3, fique comigo até o final deste artigo e também assista ao meu vídeo clicando no link acima.

AVISO: Este material NÃO é recomendação de compra ou venda de ativos. O intuito desta página é exclusivamente educacional para lhe ensinar como analisar um Fundo Imobiliário. Você é quem deve decidir o seu posicionamento em relação ao Fundo.

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MGLU3 4T20

A Magazine Luiza (MGLU3) reportou um lucro líquido ajustado de R$ 232 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 30,6% em relação ao mesmo período do ano de 2019. Também houve aumento de 66% nas Vendas Totais (R$ 14,9 bilhões), aumento de 121% nas vendas do E-Commerce (R$ 9,5 bilhões) e geração de caixa operacional de R$ 2,1 bilhões.

Comparando os resultados anualizados entre 2019 e 2020, a MGLU3 aumentou em 59,6% as Vendas Totais, em 48,2% a Receita Bruta e 46,7% a Receita Líquida. O E-Commerce teve aumento de 20,2% na participação das vendas, representando 65,6% das vendas totais da empresa.

MGLU3 Cotação

A cotação da MGLU3 abriu em alta de 2,60% no pregão de 09/03/2021, cotado a R$ 23,70. Nos últimos 12 meses, as ações da MGLU3 tiveram valorização de 102%.

https://statusinvest.com.br/acoes/mglu3

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Resultado da MGLU3 agrada, mas não empolga

O crescimento em vendas, principalmente no E-Commerce, foi a grande notícia do resultado da Magazine Luiza. Enquanto as vendas online no Brasil cresceram 32,2% em 2020, a Magalu alcançou crescimento de 120,7% no mesmo período, graças ao aumento de 119,8% nas vendas com estoque próprio (P1) e 122,9% de crescimento no seu Marketplace (P3), além do ótimo desempenho do Superapp Magalu, com 33 milhões de usuários ativos mensais.

Por outro lado, os custos de vendas no ecossistema digital do Magazine Luiza ainda são altos, e este avanço de vendas nos canais digitais penalizou fortemente a Margem Bruta e Margem Líquida da empresa. A Margem Bruta caiu de 27,9% durante o ano de 2019 para 25,8% em 2020 (-2,1%), enquanto a Margem Líquida caiu de 4,6% para 1,3% (-3,3%). Para efeito de comparação, a Via Varejo (VVAR3) encerrou 2020 com Margem Líquida de 3,47%.

Sendo assim, há um consenso no mercado que a MGLU3 precisa melhorar os seus índices de rentabilidade, pois está trabalhando no limite da margem líquida.

MGLU3: Riscos e Oportunidades

A Magazine Luiza (MGLU3) atualmente lidera o mercado brasileiro no varejo digital. Uma das pioneiras do país na implementação da omnicanalidade, a empresa vem colhendo os resultados da sua acertada aposta ao investir em tecnologia como aliada para o desenvolvimento de ferramentas que permitem aumentar a participação da empresa no mercado.

Nos planos futuros da companhia, o próximo passo é integrar ainda mais as lojas físicas ao seu ecossistema digital, melhorando os tempos de entrega dos produtos vendidos, além de usar as vitrines das lojas como um reflexo do E-Commerce para potencializar as vendas em cada região. Além disso, as lojas físicas também servirão de vitrine e estoque para os parceiros do Marketplace, onde a empresa provavelmente lançará um modelo de entrega de fulfillment, algo que a Amazon lançou no Brasil recentemente. Com isso, a Magalu conseguirá aumentar a sua participação no mercado e melhorar a qualidade dos seus serviços. Segundo o comunicado emitido pela direção da empresa, o lema da empresa em 2021 será o #PiscouChegou, afirmando o compromisso da empresa em entregar os seus produtos cada vez mais rápido.

Por outro lado, vemos a concorrência da MGLU3 avançando com força em 2021. A Amazon aos poucos vem ampliando a sua operação no Brasil, a Via Varejo também tem aumentado a sua participação no mercado e a fusão entre B2W e Lojas Americanas pode criar um novo gigante para competir pelo mercado varejista, onde há muito volume de vendas e margens apertadas. Internamente, a Magalu precisa otimizar as suas despesas por vendas no digital e assim conseguir auferir maiores margens brutas e líquidas com as vendas na internet.

Ainda falando dos riscos para a MGLU3, vemos um cenário macroeconômico muito desafiador ao Brasil em várias frentes. Pelo lado da pandemia, os próximos meses prometem nos remeter ao mesmo período de 2020, com o fechamento de lojas de rua e shoppings, o que novamente impactará as vendas e o resultado da empresa no primeiro semestre de 2021. Pelo lado político, as últimas semanas foram de forte turbulência e incertezas sobre o futuro do país, forçando a alta dos juros futuros e aumentando o risco país. E por último, a taxa Selic deve iniciar um ciclo de alta em 2021, com previsão de fechamento entre 4-4,5% em 2021, o que deixará o custo do crédito mais caro e consequentemente poderá impactar nas vendas do varejo.

Um abraço e até o próximo artigo!

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